Biografia
Helena Colaço Salazar

O seu percurso académico foi sempre ligado à disciplina das artes. Estudou Arquitectura até ao terceiro ano do curso na Universidade Lusíada, o seu conceito em como habitar a cidade fê-la desinteressar-se sobre esta disciplina, ao mesmo tempo inicia-se na arte da interpretação, estudando e trabalhando como actriz ao longo de onze anos na cidade de Lisboa, explorando as facetas das várias personagens, descobrindo um pouco mais de sobre si e sobre o ser humano.
Num dos seus últimos espetáculos de teatro ao desenvolver a sua personagem, Kelly, do autor Gary Owen da peça, O Mundo Submerso, as palavras e a mensagem do texto começaram a ganhar uma intensidade tal, que a forma de melhor interiorizar a personagem foi se expressando através do desenho, compilando uma série a que chamou O Mundo Imaginário de Kelly. Este processo foi mais um ponto de viragem no seu percurso.
Em 2011 inicia dois cursos. O de Novas Técnicas em Pintura, na Sociedade Nacional de Belas Artes ministrada pelo pintor Paiva Raposo e o de Fotografia, no Instituto Português de Fotografia, explorando as imagens que vê e que sente ao invés de ela própria ser uma imagem.
Ainda vivendo em Lisboa, estagiou como fotojornalista no Jornal Público e no Jornal i. Fez fotografia de Arquitectura, de Espetáculos, de Vernissages, e exposições de Fotografia e Pintura.
Outra viragem acontece na sua vida quando se sentiu a sufocar na cidade e decide que tem que sair para poder sobreviver, em 2014 passa a viver mais a sul, junto à praia, até 2017. Na sua procura de paz e conexão com a natureza empreende na vivência de Nómada ao longo de cinco anos, viajando por Portugal, Espanha, França, Israel e América Central.
Em 2023 volta a fixar-se junto à praia onde começa a desenvolver a sua próxima exposição de Pintura a solo, exibida em 2025 na Fábrica do Braço de Prata, Lisboa. Tendo participado noutras exposições coletivas.
Em 2026 está a desenvolver a sua próxima criação artística, com a técnica de Fotoaguarelas, num exercício de fusão entre a fotografia e a pintura, â qual intitula de: Memórias Diluídas